domingo, 24 de maio de 2009
Mais Cannes...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Cannes 2009
Filme de Abertura: "Up" de Peter Docter (fora de competição)
Filme de encerramento: "Coco Chanel et Igor Stravinsky" de Jan Kounen (fora de competição)
Seleção oficial dos filmes que concorrem à Palma de Ouro
-- "Los Abrazos Rotos" de Pedro Almodovar (Espanha)
-- "Fish Tank" de Andrea Arnold (Inglaterra)
-- "Un Prophete" de Jacques Audiard (França)
-- "Vincere" de Marco Bellocchio (Itália)
-- "Bright Star" de Jane Campion (Nova Zelândia)
-- "Map of the Sounds of Tokyo" de Isabel Coixet (Espanha)
-- "A l'Origine" de Xavier Giannoli (França)
-- "Das Weisse Band" de Michael Haneke (Alemanha)
-- "Taking Woodstock" de Ang Lee (Taiwan-EUA)
-- "Looking for Eric" de Ken Loach (Inglaterra)
-- "Spring Fever" de Lou Ye (China)
-- "Kinatay" de Brillante Mendoza (Filipinas)
-- "Soudain le Vide" de Gaspar Noe (França)
-- "Bak-Jwi" de Park Chan-wook (Coreia do Sul)
-- "Les Herbes Folles" de Alain Resnais (França)
-- "The Time That Remains" de Elia Suleiman (Palestina)
-- "Inglourious Basterds" de Quentin Tarantino (EUA)
-- "Vengeance" de Johnnie To (Hong Kong)
-- "Visages" de Tsai Ming-Liang (Malásia)
-- "Antichrist" de Lars von Trier (Dinamarca)
Fora de competição
-- "The Imaginarium of Doctor Parnassus" de Terry Gilliam (EUA)
-- "Agora" de Alejandro Amenabar (Espanha)
-- "L'Armee du Crime" de Robert Guediguian (França)
Sessões da meia-noite
- "A town called panic" de Stéphane Aubier e Vincent Patar (Bélgica)
- "Drag me to hell" de Sam Raimi (EUA)
- "Ne te retourne pas" de Marina de Van (França)
Sessões especiais
- "My neighbor, my killer" de Anne Aghion (França)
- "Manila" de Adolfo Alix Jr e Raya Martin (Filipinas)
- "Min ye" de Souleymane Cisse (Mali)
- "L'épine dans le coeur" de Michel Gondry (França)
- "Petition" de Zhao Liang (China)
- "Kalat Hayam" de Keren Yedaya (Israel)
Indicados do "Un certain regard"
- "Mother" de Bong Joon Ho (Coreia do Sul)
- "Irène" de Alain Cavalier (França)
- "Precious" de Lee Daniels (EUA)
- "Demain dès l'aube" de Denis Dercourt (França)
- "À deriva" de Heitor Dhalia (Brasil)
- "Kasi az gorbehaye irani khabar nadareh" de Bahman Ghobadi (Irã)
- "Los viajes del viento" de Ciro Guerra (Colômbia)
- "Le père de mes enfants" de Mia Hansen-Love (França)
- "Amintiri din epoca de aur" de Hanno H¶fer, Razvan Marculescu, Cristian Mungiu, Constantin Popescu e Ioana Uricaru (Romênia)
- "Skazka pro temnotu" de Nikolay Khomeriki (Rússia)
- "Dogtooth" de Yorgos Lanthimos (Grécia)
- "Tzar" de Pavel Lunguin (Rússia)
- "Independencia" de Raya Martin (Filipinas)
- "Politist, adjectiv" de Corneliu Porumboiu (Romênia)
- "Nang mai" de Pen-Ek Ratanaruang (Tailândia)
- "Morrer como um homem" de Joao Pedro Rodrigues (Portugal)
- "Eyes wide open" de Haim Tabakman (Israel)
- "Samson and Delilah" de Warwick Thornton (Austrália)
- "The silent army" de Jean Van de Velde (Holanda)
- "Air Doll" de Hirokazu Kore-Eda (Japão)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Cinema Escrito
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Bem vindo
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Festival Sesc de Melhores Filmes
Acontece nesse mês de abril, do dia 9 ao dia 30, no Cinesesc de São Paulo, o Festival Sesc de Melhores de Filmes eleitos pelo público e por críticos de cinema.
Também haverá uma exposição do artista visual Mike Mike: Tela e Platéia - 35 anos de melhores. O projeto de Mike Mike, intitulado "Face of Tomorrow" (A Cara do Amanhã), homenageia o público freqüentador do CineSESC ao captar uma centena de imagens de pessoas e fundi-las.
São 54 títulos e uma boa oportunidade de ver ou de rever alguns filmes que passaram pelas salas de cinema em 2008.
Entre opções conhecidas e títulos que passaram batido pelas salas de cinema, vale a pena. O único problema fica por conta do ingresso que subiu de R$ 4,00 para R$ 8,00 (estudantes, professores e idosos pagam meia).O pessoal do Cinesesc percebeu que os festivais vêm se tornando uma boa oportunidade de lucrar . Malditos... ¬¬’
Abaixo segue a programação (em negrito estão os filmes que conferi no ano passado).
35ª Festival SESC Melhores Filmes
Cinesesc
Rua Augusta, 2075, Cerqueira César
0/xx/3087-0500
De 9 a 30 de abril
Ingressos: R$ 4 a R$ 8
Passaporte 15 filmes: R$ 20 a R$ 80
Programação Completa:
9/4, quinta-feira
14h30 - Personal Che
17h – Um Beijo Roubado
19h - Era uma Vez
21h30 - Vicky, Cristina Barcelona
10/5, sexta-feira
14h30 - Quando Estou Amando
17h - Juno
19h - O Segredo do Grão
21h30 - Encarnação do Demônio
11/4, sábado
14h30 - O Garoto Cósmico
17h - Persépolis
19h - Batman - O Cavaleiro das Trevas
21h30 - Linha de Passe
12/4, domingo
14h30 - Wall-E
17h - Paranoid Park
19h - Nome Próprio
21h30 - Onde os Fracos Não Têm Vez
13/4, segunda-feira
14h30 - O Caçador de Pipas
17h - Senhores do Crime
19h - Meu Nome Não é Johnny
21h30 - Não Estou lá
14/4, terça-feira
14h30 - Falsa Loura
17h - Vicky Cristina Barcelona
19h - Luz Silenciosa
21h30 - Um Conto de Natal
15/4, quarta-feira
14h30 - Sicko
17h - Longe Dela
19h - Meu Nome não é Johnny
21h30 - Onde os Fracos Não Têm Vez
16/4, quinta-feira
14h30 - Linha de Passe
17h - Falsa Loura
19h - Não Estou Lá
21h30 - 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
17/4, sexta-feira
14h30 - O Escafandro e a Borboleta
17h - Cana Quente
19h - Os Desafinados
21h30 - Ensaio sobre a cegueira
18/4, sábado
14h30 - Chega de Saudade
17h - Pecados Inocentes
19h - A Questão Humana
21h30 - Encarnação do Demônio
19/4, domingo
14h30 - Batman - O Cavaleiro das Trevas
17h - Senhores do Crime
19h - Linha de Passe
21h30 - Não Estou Lá
20/4, segunda-feira
14h30 - Serras da Desordem
17h - Vicky Cristina Barcelona
19h - Gomorra
21h30 - Leonera
21/4, terça-feira
14h30 - O Escafandro e a Borboleta
17h - Feliz Natal
19h - 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
21h30 - Última Parada 174
22/4, quarta-feira
14h30 - A Questão Humana
17h - Mistério do Samba
19h - Uma Garota Dividida em Dois
21h30 - Na Natureza Selvagem
23/4, quinta-feira
14h30 - Bezerra de Menezes
17h - Pan-Cinema Permanente
19h - Batman - O Cavaleiro das Trevas
21h30 - Juno
24/4, sexta-feira
14h30 - Pecados Inocentes
17h - O Signo da Cidade
19h - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco
21h30 – Crepúsculo (??!!)
25/4, sábado
14h30 - Leonera
17h - Persepólis
19h - A Questão Humana
21h30 - Estômago
26/4, domingo
14h30 - Wall-E
17h - Uma Garota Dividida em Dois
19h - Feliz Natal
21h30 - Short Bus
27/4, segunda-feira
14h30 - Mistério do Samba
17h - Vingança
19h - Ensaio Cegueira
21h30 - Signo da Cidade
28/4, terça-feira
14h30 - Silêncio de Lorna
17h - Personal Che
19h - Cleópatra
21h30 - Short Bus
29/4, quarta-feira
14h30 - Cana Quente
17h - Senhores do Crime
19h - Serras da Desordem
21h30 - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco
30/4, quinta-feira
14h30 - Crepúsculo
17h - Feliz Natal
19h - Paranoid Park
21h30 - Última Parada 174
http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/melhores_filmes/index.cfm?edicao=2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Só uma prévia...
Por enquanto, deixo um trailer que não é nada menos do que lindo. Onde Vivem Os Monstros é o novo filme do diretor Spike Jonze (de Adaptação e Quero Ser John Malkovich) baseado no livro infantil do autor Maurice Sendak. Publicado originalmente em 1963, o livro acompanha Max, um garoto malcriado mandado para a cama sem jantar. No quarto, ele começa a imaginar um mundo exótico, a terra de Wild Things, povoado por criaturas selvagens estranhas, que recebem o menino como seu regente.
Trailers não salvam filmes, aliás, não é raro passarem uma idéia totalmente errada ou serem prévias muito melhores do que seus resultados finais. Mas não custa nada sonhar, assim como faz o garotinho Max. ;-)
Entre Os Muros da Escola
Saí pesado da sessão de Entre Os Muros da Escola, exausto, com dificuldade de ligar alguns raciocínios. Percebi que o filme exigira demais de mim, que por quase duas horas tentei em vão encontras certos e errados para poder dormir com a consciência tranqüila. Felizmente, eu não encontrei nenhuma resposta cômoda.
Entre Os Muros da Escola, do diretor Laurent Cantet, mostra o dia-a-dia de um professor de francês e sua turma da 7ª série de um colégio público na França. Os alunos representam a pluralidade étnica resultante tanto da globalização quanto dos tempos da França colonizadora. Nesse aspecto, o filme mostra-se bastante atual, não se esquecendo do preconceito que cada grupo expressa a respeito do outro, ainda que maquiados pela imaturidade dos jovens.
Não há muito que dizer de “história”, pois o filme se desenvolve ora por fatos específicos que desencadeiam ações posteriores, ora por fatos isolados de algum dia qualquer durante o ano letivo.
Isso reforça a opção pela imparcialidade do diretor Cantet, ainda que acompanhemos o professor François Marin por todo o filme. Na verdade, mesmo que tente seguir o rigor das regras do seu trabalho, parece que Marin é um dos poucos que consegue enxergar o outro lado, o do aluno.
É essa questão que transforma o filme num exercício tão difícil. Provavelmente, se eu o tivesse assistido há 5 anos, não seria tão difícil escolher um lado como é agora. O filme nem mesmo parece exigir isso. A proposta é de representar o pequeno universo que dentro dos muros de uma escola – a única cena exterior é a do começo do filme, quando Marin toma seu café numa lanchonete - e como se relacionam seus principais habitantes, alunos e professores, que por si só já compõe mais dois outros universos que é o dos jovens adolescentes e o dos adultos. Para explicitar essa situação: a cena do professor que entra na sala dos professores esbravejando seus alunos e desabafando sobre suas frustrações enquanto seus colegas apenas o ouvem solidariamente até que, sozinho, ele se acalma; no outro lado, os alunos se juntam em protesto contra a possível expulsão de um colega, que protagoniza momentos de céu e inferno no mesmo ano.
Existe um balanço de forças durante o filme. Se os jovens são inexperientes e imaturos, não deixam de ser cruéis em suas palavras ou ações, assim como os professores que se dedicam à educação, mas esbarram na necessidade de cumprir as leis que lhes impõe as instituições da sociedade.
O grande objetivo (e problema) da comunicação acaba mesmo sendo o “outro”, a necessidade de se fazer entender pelo outro. Se a intenção era explicitar esse imenso ruído na comunicação entre professores e alunos, na difícil tarefa de conduzir a educação nas escolas (principalmente as não-particulares), o sentido ficou bem claro.